terça-feira, 31 de maio de 2011

Espontaneidade

Olhares se perdem
Lábios se encontram
Palavras são jogadas ao vento
Telefones são trocados
Amor é feito.

sábado, 21 de maio de 2011

O Café

Sinto seu cheiro
Sinto seu gosto
Sinto sua voz

Soando aos meus ouvidos
A voz da responsabilidade
Queimando minhas vísceras

O alarde de um novo dia
Aromatizando minha mente
Instigando-me a abster-me
De aconchegantes lençóis.

Um novo ponto de vista.

Comecei a usar óculos aos 17 anos, mesmo desde sempre enxergando o mundo como se fosse um grande borrão a partir de 3 metros de distância. Estranho que quando eu usei óculos pela primeira vez um novo mundo se revelou, uma das lembranças mais fortes que eu tenho foi num dia em que estava em uma laje, perto da hora do Sol se pôr e eu observei o reflexo de seus raios sobre as folhas de uma mangueira, a forma que a luz refletia sobre aquelas ranhuras foi tão linda que eu me apaixonei pelos detalhes, detalhes que até aquele momento eu nunca tinha visto.
Para mim a beleza da vida se situa nos detalhes, algumas vezes me perco ainda olhando para o formato das folhas das arvores ou mesmo admirando o jeito como as nuvens se sobrepõem no céu.
Você deve estar curiosa pensando o porquê de eu estar lhe dizendo tudo isso. Acho que é pra você entender como eu acho linda a forma com que você olha em meus olhos, como segura em minha mão, o jeito como você fica quando tento te beijar, esse jeitinho tão especial que eu acho lindo. É como se eu colocasse os meus óculos pela primeira vez...

Patologia.

Tudo é um devaneio
O que é a paixão se não um argumento

Para se machucar,
Para delirar,
Para mentir
Mentir para si mesmo

E se enganar que existe um momento único
Que não existe amanha
Que não existe cura

O que é a paixão se não uma patologia
Que nos tira a razão
Que nos tira a lucidez
Que nos tira o chão.

O Porque dos porquês

Cada coluna tem um nome, uma subcategoria, para alem de melhor organizar o blog e ajudar na sua leitura, explicar cada conceito, cada expressão ou sentimento.
Uma amiga me disse uma vez que quando você interpreta arte você deve olhar do ponto de vista do autor.
Absorvendo esse conceito tentei dividir os textos em tópicos(talvez um dia faça isso direito quando tiver saco pra aprender a mecher nisso), para melhor entendimento, pois é tanta aleatoriedade que escrevo que até mesmo eu me perco.
Cada um tem uma razão para escrever: uns para extravasar, para se abster de sentimentos, para se livrar ou entrar mais ainda na fossa, porque estão felizes, ou simplesmente viram um filme e estão colocando em seus textos a emoção do momento. Eu apenas escrevo, sou de momento, de ’estalo’, vem a idéia e passo para o papel, mesmo no ônibus, no trabalho, no meio do transito, vem a idéia a guardo (ou não) e passo para o papel.
Em tudo que um escritor escreve tem um pouco de seu ser, mas nem sempre funciona assim, as vezes simplesmente acontece uma tempestade de idéias, um fluxo caótico interminável, onde existem simplesmente momentos aleatórios canalizados na ponta de uma caneta ( ou no teclado de um laptop), logo não sou um maníaco depressivo, um romântico inveterado ou um contestador nato. Claro um pouco disso tudo há em mim, como em todas as pessoas, um pouco mais ou menos que o normal, quem me conhece sabe... lanço mão de personagens, cada história é única, assim como cada personagem, emoção, conto ou expressão. Tanto quando cada postagem desse blog.

Para cada carta de amor lida existe uma queimada.

Como diz a letra da musica da banda Aerosmith ‘Hole in my soul’, muitas das coisas que escrevemos são lidas e é dada a devida importância, outras apenas são jogadas no esquecimento, perdidas num abismo sem fim. Algumas dessas postagens são cartas de amor para pessoas muitos especiais, e muitas são para uma única pessoa, ou mesmo sentimentos que foram perdidos como a brisa de um dia de inverno.
Algumas lidas, outras não, algumas enviadas, outras simplesmente descartadas. Cada concepção artística é uma manifestação de um sentimento, entretanto nem sempre sentimos de maneira continua suficiente para ser transmitido, apenas lapsos de momento, como uma musica. Quando um musico interpreta sua obra ele sente a mesma coisa que no momento quando a concebeu? Cada interpretação é única, pois cada melodia se transforma em cada vez que a tocamos e com cada sentimentos que transmitimos.

Coisas aleatórias e afins


Algumas postagens podem parecer sem sentido, mas são apenas pensamentos desconexos, ou idéia sem muita trama. Fios soltos de um tecido que não englobam necessariamente uma renda.
Temos alguns poemas, criticas sociais, pensamentos reflexivos, letras de musicas, entre outros enredos.Percebe- se pelo seu teor, englobam temas muito diversificados, aqui tudo é permitido, sem regras, sem pudor, sem eufemismo.